terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mudei para: http://constantlychangeable.tumblr.com/

Os textos agora estarão lá!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

É assim, não é?

Mundo, diz para mim o que eu tenho que fazer. Vida, não cobra tanto assim de mim. Não me dá nas mãos responsabilidades ainda. Eu não estou preparada assim, estou? Espera mais um pouco aí poxa, não é assim, é? Eu sei vida, eu sei que eu pedi várias vezes. Que tolinha né? Achando que cair no mundo ia ser fácil. Eu já passei aquela barreira mais pesada, mais trabalhosa, mas agora vem mais responsabilidade. Dá um tempinho para pensar, cinco minutos é pouco, vida. Quanta decisão, quanta coisa para notar, para criticar. Quanta coisa para melhorar. Eu quero, vida. Quero sim. Mas deixa eu me planejar. Ou é assim que se aprende? Tem que cair e tem que levantar, e pensar leva muito tempo. A gente quer muita coisa, não quer, vida? A gente quer tudo tão rápido, e na verdade, quer tudo tão mastigado, tudo facin. Sem muito trabalho, dor de cabeça. E o que eu posso fazer? Seria mesmo melhor se as coisas viessem na minha mão e o destino se mostrasse o tempo todo, resolvesse minhas dúvidas e meus dilemas. Mas tem hora que a gente tem que dar a cara a tapa, errar e acertar. É tudo tão incerto e a gente se diverte nos erros também. De vez em quando tem tristeza, mas eu não quero isso aqui não. Eu vou ter que errar, né, vida? Eu vou ter que sofrer um pouquinho né? Eu vou ter que pensar muito e tentar resolver e perder algumas horas de sono e eu não quero não, vida... para quê? Para aprender né? Eu sei, tá vendo vida? Eu sei o porquê. Mas eu não quero não. Logo logo vem alguma coisa, me tira um pouquinho o sossego e eu tenho que me mexer e fazer alguma coisa. Acho que ando meio indecisa ultimamente, não acha, vida? Eu sei que as pedras no caminho vão aparecer, até entendo o porquê, mas querer eu não quero. E ninguém quer. Mas tem que erguer as mangas e fazer uma forcinha para ajeitar, e melhorar. O trabalho te dá preguiça, te faz querer deixar tudo como está. E mesmo assim, nós teremos que mudar. Querendo ou não, a hora chega e a vida pede, a gente pede e tem que trocar tudo de lugar!

domingo, 19 de junho de 2011

Joguei as Idéias

E me desculpa se eu venho aqui para falar de mim sempre e não consigo falar sobre os problemas do resto do país. É que normalmente eu passo mais tempo pensando nos meus problemas do que nos do vizinho. Eu juro que tento parar um pouco e deixar de ser como o resto do mundo, tão egocentrica e preocupada com o meu umbigo sujo. É muito mais fácil para mim ter dores de cabeça com os meus problemas futéis do que ficar pensando no que fazer para que o resto do mundo dê certo. Que podre, eu sei. Eu mesma sei que não sou a melhor das críticas e nem a melhor para falar sobre o sofrimento do meu país e os problemas do resto do mundo e fazer alguma coisa para resolve-los. Mas é que também, todo esse nosso jeito rápido e prático não vai ajudar em muita coisa. Eu queria ser mais inteligente mas o que a gente aprende na escola não me parece o suficiente. Eu queria ser inteligente em relação a todo esse problema que nós vivemos em relação ao mundo inteiro. E como nós fodemos nossas próprias vidas com toda essa tecnologia e só reparamos na natureza quando vamos viajar para o interior ou para a praia e reclamamos na volta porque não queríamos acabar com aquele momento quando a gente acaba com ele todos os dias quando passamos mais de cinco minutos no banho e gastamos agua para cacete e usamos ar condicionado, e dirigimos e não reciclamos e eu sei, eu também não faço isso e passo mais de cinco minutos no banho e nossa, que hipocresia. Eu sei, eu tento não ser essa hipocrita mas é tudo mais fácil hoje em dia e a gente pensa: porque acabar com isso? Porque eu vou lavar louça e enfiar a mão naquela sujeira toda se eu posso simplesmente enfiar na maquina de lavar-louça? Fala sério, eu odeio lavar louça e sei que essa praticidade toda não é boa mas a máquina de lavar-louça é simplesmente maravilhosa. Não sou só eu, somos todos nós que somos hipocritas e queremos tantas vezes viver de um jeito simples mas não conseguimos nos desfazer dessa tecnologia fácil e prática e que eu posso olhar meu facebook a cada cinco minutos e eu não vou gastar minha saliva e falar com a pessoa do meu lado quando eu posso simplesmente mandar uma mensagem no mural dela. Eu sinceramente queria deixar essa hipocresia para trás e ser mais aquilo que eu quero ser, deixar essa parafernalia e ser feliz com pouca coisa, sobreviver de pequenos gestos e não precisar do meu computador ou da televisão, e a criançada quer brincar no video game e não lá fora e eu dava tudo para que minha rua fosse menos movimentada e eu pudesse ficar brincando o dia inteiro. Mas vai, fala a verdade, um livro na rede é muito melhor do que estar 24 horas por dia conectada ao mundo inteiro. Mas a gente não consegue, consegue?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Invísivel Aos Olhos

Depois de anos de vivencia e anos de evolução, ainda nos deparamos com antigas questões, esteriótipos e generalizações preconceituosas. Ainda nos julgamos, e não só julgamos aqueles que não conhecemos, como julgamos também nossos próprios parceiros. Por algum motivo nós ainda nos importamos com a opinião do vizinho e criamos uma personalidade pela maneira como nos vestimos. Ou vai me dizer que você não sabe, ou pensa que não sabe, sobre uma pessoa a partir da maneira como a tal se veste? Ou vai dizer que alguns dos seus amigos não se preocupam em andar somente com pessoas bonitas fisicamente e que perante a sua "tribo" se vestem bem?
Depois de fingir que realmente lutamos contra o preconceito racial e a liberdade sexual ainda existem outros milhares de pré-conceitos jogados pelas ruas de nossas cidades. Vai do garoto bombado ao magrelo tatuado. Da menina que anda de skate a que não sai do shopping. Não são só os burgueses, mas também os "favelados". Vai da Igreja até as escolas e casas alheias.
Nós, seres humanos, somos completamente diferentes e de uma maneira social, completamente iguais. É aquela antiga liçãozinha de que não se julga um livro pela capa e que não se faz para o próximo aquilo que não se quer para si mesmo. Levam-se anos para aprender, mas vale a pena continuar tentando. Cor, raça, religão, tatugem, piercings, rico, pobre, bem vestido ou não, não importa como as pessoas olham o seu corpo, a sua verdade está por dentro. E isso não se pode ser julgado.

domingo, 15 de maio de 2011

Banalidade e realidade?

Eu caminhei na manhã fria agarrada aos meus agasalhos, minhas mãos estavam tão contraídas que eu não senti os meus dedos quando os relaxei. Todos os dias nós fazemos a mesma coisa e buscamos algo que nem nós mesmos sabemos. Talvez seja uma família, talvez seja estabilidade financeira, talvez seja simplesmente porque o mundo nos olha e diz que temos que crescer nessa tal de vida. E a gente se preocupa tanto, às vezes perde o sono pensando que tem que crescer, quando o subconsciente queria mesmo partir para terra do nunca e viver como Peter Pan. Sem responsabilidades, sem preocupações, só viver. Mas a gente tem que se preocupar em arranjar emprego, se dar bem na faculdade e virar gente grande já virou uma chatice. Não sei quando as coisas viraram tão complicadas e tudo ficou tão sem graça, tão adulto. Não sei quando as pessoas resolveram serem tão repugnantes, frias e individualista. Porque parece que o mundo é sobre isso e como eu faço as coisas do jeito que eu quero e que se foda o resto do universo. Então eu vou jogar lixo na rua mesmo porque o lixeiro precisa de alguma coisa para fazer e se tiver enchente não é a minha casa que vai ficar alagada. As preocupações mudaram. O meu umbigo sujo é muito mais importante do que as pessoas passando fome. Aliás, eu não quero comer o resto da minha comida e minha mãe me enche o saco porque eu jogo no lixo e ela diz que tem gente passando fome. E aí é claro que é chato ser adulto e é claro que as pessoas continuam nojentas. E aí é claro que muita gente continua estúpida e a gente continua vendo foto de africanos esqueleticos. Porque tem muita gente preocupada demais em mostrar para os outros o que tem e do que vive. Quando não importa quem você é, mas importa como você abre os braços para abraçar o mundo.

domingo, 1 de maio de 2011

- Por favor, nem pense em abrir a boca.

Eu olhei com olhos de quem não queria estar olhando absolutamente nada. Eu olhei como quem gostaria de fechar os olhos e como um toque mágico eu desapareceria. Eu queria estar em um daqueles momentos em que o Harry, Hermine e Ron se transportam para outro local. Eu simplesmente não queria estar ali. O que é mesmo que viemos fazer aqui? Será que eu mencionei que não quero nada muito pesado? Acho que não cheguei a comentar que carregar algo desse tipo não faz meu estilo. Eu simplesmente não gostaria de saber. Meu estomago deu uma revirada, e eu me senti tão embarassada. Tão sem graça. É que eu senti que isso é muito para alguém que não quer responsabilidade nenhuma em relação a outra pessoa. As responsabilidades adquiridas até agora já me são suficientes, não estou precisando de mais nada, se é que me entende. Eu só quero silêncio, eu só quero a minha risada descontraída e espontânea como alguém que não tem que se preocupar com nada. Minhas mãos pararam no ar, os meus dedos estão um pouco retraidos, os meus olhos estavam fechados e eu mordia o meu lábio. O que diabos eu deveria falar numa hora dessas? Eu não quero pensar, eu não quero saber. Eu preciso tanto de alguém que me olhe e brinque comigo. E me faça rir, e não queira mais nada além disso. Que queira conversar comigo, porque eu vou entender. E queira contar a piada para mim porque sabe que eu vou rir tanto, e depois vou dizer "que bosta de piada é essa?". E só. Só a risada e só esse sentimento puro e sem peso e sem preocupação e sem responsabilidade.

- Eu gosto da nossa amizade. Gosto dela assim e só assim.

domingo, 10 de abril de 2011

Ame a sua raíz

Eu também quero entender. Eu também quero sacar qual é a desse povo que insiste em falar mal do seu próprio país. Eu quero sacar porquê brasileiro precisa tanto achar que os outros países são melhores do que o Brasil. Eu quero entender porque o quintal do vizinho é sempre mais bonito e mais verde e mais iluminado do que o meu quintal. Na verdade, o quintal do vizinho não é nada demais. As minhas rosas, violetas e girassois são muito mais bonitos. E eu rego o meu jardim com tanto amor que eu posso ler nas petalas das flores o quão agrecidas elas são. Olha só, o vizinho não é melhor. O jeito como eu olho hoje para o meu jardim é que é melhor. Eu não me dedico porque eu quero o meu jardim mais bonito. Eu me dedico porque eu tenho vontade, e tenho a capacidade de enxergar a beleza do que tenho. Porque parece que brasileiro insiste em olhar para os outros? Nessa vida que eu tô levando eu fui obrigada a enxergar o que eu já achava que deveria enxergar, o que eu já achava que deveria fazer. Abre os olhos. Olha bem para o que possui, olha através da janela do teu quarto e eu tenho certeza que você acha alguma coisa que te deixa tão inspirado, tão encantado. Existem coisas que eu só vou achar na minha casa. Nenhuma cama é mais gostosa do que a minha cama. Nenhuma sala é mais confortavel do que a minha sala. E o quadro da praia azul e cheia de luz do meu corredor me trás uma paz incomparavel. E a minha casa da praia é tão tranquila, tão serena que eu não poderia achar uma como aquela em nenhum lugar do mundo. E não tem nenhum lugar mais bonito que a paulista a noite, iluminada. E nem pessoas sorridentes e amigáveis. Não, você não vai achar lugar melhor do que a sua casa. Não vai achar lugar melhor do que a sua raíz. É verdade, com todos os defeitos e coisas ruins que podemos achar no nosso país, não existe lugar que me encante mais. E não vou sentir tanta paz quanto senti olhando o fim de tarde na praia de Angra. Não tenho vergonha do meu povo, não tenho vergonha do meu jeito e das minhas gírias. Não tenho vergonha de onde eu vim, do bairro que moro e do shopping pequeno que eu frequentava. Não vou julgar o meu povo, é assim que vivemos, é o único lugar que abrange todos as culturas e cores. E apesar de ainda acharmos vestígios de preconceitos, nós sabemos que não o queremos. E precisamos parar de sermos preconceituosos com a nossa própria cultura, que é de longe a mais bonita, a mais pura e que muda de um lugar para outro, mas não deixa de mostrar a humildade e a beleza em cada cantinho. Porque até do morro e até da escassez de algumas regiões podemos encontrar pessoas que não deixam o lugar que vivem. Precisamos deixar para trás esse esteriotipo mesquinho que estamos acostumados e aprendermos a amar e olhar o nosso país com olhos de orgulho. Cuidar do lugar de onde você veio, não estragar, não sujar, para manter ele sempre vivo, sempre bonito e transforma-lo em um lugar ainda melhor. Abraçar todas as culturas não é para qualquer um, só o Brasilzão tem o potencial de ser assim, tão lindo e tão mutavel, tão grande e de braços abertos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vamos lá, consciência

E aí eu volto sorrindo, e olho tudo isso e tento me lembrar de não cair, de não deixar, de não largar a mão e continuar segurando. Aguenta aí amiga, vamo lá, não para agora. Conta até dez, para de olhar e continua tua estrada. Cheia de buracos, sabe como é, a vida é assim. Eu tenho que tropeçar de vez em quando, mas eu não quero ralar os meus joelhos, o meu cotovelo e nem o meu nariz. Eu não quero me machucar, sair mancando, me arrastando. Dor é assim amiga, você sente, você sufoca, você agunia e não tem ninguém que vai entender. Não tem ninguém que vai olhar para você e saber o que você está sentindo. Ninguém está na sua pele, eles não sabem como a tua saudade dói e como teu pensamento te pesa e te trás coisas que você não quer pensar. Somos só nós duas, eu e você, consciência. Então não me vem com essa papo de preocupação não que eu tinha deixado toda essa besteira para trás e você agora quer voltar, quer me fazer neurótica e preocupada de novo e eu não quero, não posso. Não é para fingirmos que está tudo bem, mas eu quero ter força e quero a minha serenidade e o meu equilibrio de volta. Agora. Eu quero aquela sensação que o sol me oferece quando eu escuto aquela velha melodia e só levo comigo aquilo que me faz bem. Me devolve o que eu consegui, me dá a minha tranquilidade gostosa, o meu desapego, eu não vou me importar com nada disso, não vou dar a mínima. Vou continuar segurando as pontas, entre os dedos eu não vou deixar passar isso que pode me machucar. Não vou deixar nada disso me pegar. E quem liga se os meus ossos estão doendo por causa do frio? Ou se o meu tempo acabou e eu continuo aqui, em algum lugar que eu não sei o nome, relembrando velhas músicas que ainda fazem arrepiar? Eu não ligo. Eu não quero ligar. Escuta consiência, vamos esquecer. Vamos esquecer quem nós somos. A raíz forte, vai brilhar e eu vou experimentar conhecer o que eu já conhecia. Tudo mais leve, mais simples, ainda mais gostoso.

PS: O post anterior vai ser o mais bonito da história do meu blog. Amo você meu amor, a saudade vem me encontrar todos os dias!

domingo, 3 de abril de 2011

A saudade veio me visitar

Ao ler esse texto você perceberá o verdadeiro significado da palavra saudade.
Não vamos ser hipócritas quem nunca sentiu aquela nostalgia? E aquela vontade de abraçar alguém que esta longe, de reencontrar, conversar, beijar e acima de tudo dar carinho, sim você já sentiu isso, e ao sentir isso você percebeu que sente saudade de algo ou alguem, não importa oque, e nesse exato momento queria acabar com essa vontade que em poucos segundos dominou seus pensamentos e seus atos.
Pois bem você adquiriu saudade, e isso é muito contagioso seus sintomas são devaneios, lembranças, o pior de todos aperto no coração,
mais não se engane quando matada a saudade pode proporcionar a quem a sente, alegria jamais sentida, choro eufórico e gritos ensurdecedores, e o melhor de todos, batimentos descompassados de um sentimento bom.
Apos essa humilde explicação espero quem entendam que a saudade vem acompanhada do amor e nesse momento sinto os dois por você!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Imaginação voa alto.

Quando eu estiver precisando, eu quero ver quem vai dar as caras por aqui. Continuo sendo uma bobinha in love. E é verdade, quando eu quero carinho e pelos cantos eu te imagino e te desejo, eu quero tudo para mim de novo. Eu quero a gente todos os dias, mais de quinze minutos. Quero ter tempo de ser acariciada e ter tempo de te encher de mimos. Posso estar longe, mas continuo sendo a mesma neurótica chata e que quer atenção o tempo inteiro. E já vou lhe avisando, isso não vai mudar. Eu vou te querer todos os dias e provavelmente ficarei brava quando você me der um beijo apressado e precisar ir para a casa. Eu quero ser sua casa. Quero ser seu banho, sua cama, sua roupa. Quero estar com você sempre. Quero sentir e ser sentida e não sentir mais sua falta. Eu não quero mais ficar imaginando nós dois. Eu quero viver nós dois. Não me faz ficar com saudade de novo porque meu coração dói e minha saudade me faz lembrar e assim aumentando e não, não quero mais não... Fico cheia de vontades, sentindo teu cheiro aonde ele não está, vendo o teu rosto e teus olhos aonde não existe. Ando sem prestar atenção porque estou preocupada demais em lembrar de nós dois e imaginar como sua mão seria agradavel na minha cintura. E como meu beijo no seu nariz cairia bem nos meus lábios, e como nossas brincadeiras e mordidas se encaixam perfeitamente. Sento no ônibus e encosto minha cabeça no banco, não escuto nada do que as pessoas estão falando porque estou imaginando tudo isso e mais um pouco. E aí o casal na minha frente fica de beijinho e eu poderia rasga-los e bater neles porque toda esse doce e esses carinhos me fazem lembrar voce e como eu sou patética porque até longe eu fico assim, idiota e achando você lindo. Vejo as nossas fotos e te quero, te quero tanto! Vou continuar viajando e essa saudade vai ficando, ficando...

terça-feira, 8 de março de 2011

Na minha cama

Quando eu estiver deitada na cama de casal do meu quarto, não hesite em deitar-se ao meu lado. Não hesite em colocar os seus braços na minha cintura e respirar profundamente no meu pescoço. Não hesite em esquentar o meu corpo. Não pense em não fazer carinho em mim pela amanhã, quando estivermos entrelaçados. Nem pense em levantar, nem pense em me deixar sozinha. Não cogite a ideia de sair da cama antes de já termos aproveitado tudo aquilo que temos direito. Eu quero o meu lençol com o seu cheiro. Eu quero deitar e esperar você vir me encontrar. E eu sei que as noites sem voce não serão tão boas. Quando voce chegar do trabalho, venha correndo me beijar e me apertar. Quando voce acordar e eu ainda estiver dormindo, fique me olhando e acariciando-me. Me mime. Me ame. Porque eu sei que farei tudo isso por voce, e vou te amar quando voce chegar da academia suado e sujo. E vou cheirar os nossos travesseiros com o seu cheiro, e vou afundar o meu rosto no seu pescoço, e vou derreter em voce, vou querer te fazer carinho. Em outros dias vou querer que voce me faça carinho. Vou querer arrumar suas roupas, mesmo sabendo que sua mãe fazia isso e não gostar desse tipo de coisa. E vou querer tomar café-da-manhã na cama com você nas manhãs de finais de semana quando poderemos ficar na cama até tarde e eu vou poder te olhar dormir, tocar o seu rosto e beijar os seus lábios devagarzinho para que voce não acorde. Agora eu vou ficar na cama e voce não vai estar lá, e todos os dias eu vou abraçar o travesseiro e o urso de pelúcia que voce me deu e vou desejar profundamente que voce estivesse ali. Porque sem o seu sorriso, sem o seu cheiro, sem voce, aqui, sempre vai me faltar alguma coisa...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Empurrãozinho?

Fecho os olhos e sinto meus pés e minhas pernas tremerem. Eu estou com medo, depois de alguns segundos chego a essa conclusão. Eu não quero parar por aqui, por favor não me tente. Por favor não me sufoque. A minha cabeça continua doendo, há dias o meu coração apertado espreme e escorre feito uma esponja molhada. Eu quero sair correndo mas eu não posso. E tenho que me lembrar disso todo minuto. Porque parece que eu os estou contando. Eu vejo os segundos passarem e eu não posso fazer isso. Eu vivo intensamente, eu sinto o momento. Por algum motivo eu deixei isso de lado e tudo que penso é em deitar na minha cama. Mesmo que eu não consiga dormir. Eu só quero ficar ali, eu só quero descansar da minha dor. Da minha saudade. Ao mesmo tempo, eu me esquivo disso. Grudar na cama não vai mudar nada, eu tenho que me lembrar disso. Ficar parada vai tornar tudo mais dificil. E vou continuar assistindo os segundos da minha vida passarem. Jogar tempo no lixo não é comigo, eu quis viver, eu quis sentir o ar lá fora. Quis tocar as nuvens e sentir o vento no meu rosto. Eu quis ser um passaro voando pelo céu azul, podendo sentir cada parte de seu corpo sendo tocado pelo vento. Eu não posso jogar tudo isso no lixo. Eu não posso desperdiçar o meu tempo. Mas tenho que me lembrar disso todos os dias. E repito: eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir. E Deus vai me dar força, força, força, força... Deito minha cabeça no travesseiro, estou cansada, e preciso continuar repetindo. Sinto falta dos rostos conhecidos e das risadas pela manhã, mas tento não pensar nisso. Não olho no relógio, sinto o travesseiro mácio e continuo repetindo: Eu vou ter força. Eu quero continuar nessa batalha. E às vezes eu preciso de uma mãozinha, para lembrar que eu tenho força, para me lembrar de repetir e repetir e me convencer de que eu vou conseguir!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Não te quero, emoção!

Minha mãe entrou no meu quarto, eu sabia que as coisas ficariam melancolicas. Eu não sentia o meu coração, eu não sabia aonde minha cabeça andava. Eu simplesmente achava que assim seria melhor. Que não doeria tanto, estava enganada. As palavras dela me deram tapas, me esmagaram e diziam que era tudo sério. Que as coisas estavam andando no caminho que deveriam. Naquela hora, eu não sabia se era bom ou ruim. Foram meses lutando por isso. Foram meses de correria, de conversas, até mesmo de brigas. Eu sabia que tinha que ir. E não hesitei, eu não pensei no contrário. Eu não pensei em desistir. Na realidade, eu mal estava pensando. Realmente não sei aonde minha mente vagava. As nossas lágrimas se abraçaram, e eu finalmente senti o meu coração. Tão pequenino e apertado. Eu o reeprendi. Eu o fiz ficar calado. Ele não poderia estar ali, eu não queria sentir, eu não queria doer, eu não queria lágrimas. Eu queria estar fechada. Eu me fechei. Eu me reeprendi. Eu não senti. Algumas vezes as emoções vieram até mim e me beliscaram, elas queriam estar ali. Mas eu não deixei. Senti vontade de segurança, de um abraço apertado que não deixe nenhum vento passar por você. Eu quis ser afagada. Aonde estava o meu protetor? Aonde eu poderia encontra-lo? Eu não podia sentir nada, eu não queria. Então estava na hora. Novamente eu podia sentir o meu coração pulsando e o meu sangue correndo e a minha cabeça girando. Eu não sabia o que estava fazendo, ou sabia, não sei. Os meus braços estavam desesperados. A minha garganta fechou, eu precisava manter a calma. Era hora. Ficaria atrasada. Estavam me chamando, e eu passei a odiar mais ainda despedidas. Eu estava desesperada e mal conseguia me sentir. Eu me desfiz das sensações mesmo elas estando ali. Quando cheguei e não consegui me desfazer dela o meu coração estava tão apertado e meu oceano despencou. Eu quis voltar. Eu não quero sentir saudades, gostaria de esmaga-la. E os meus braços apertariam todos os meus grandes amores. Porque apesar de não querer, virei melhor amiga da saudade. E apesar de não conseguir mais conter, o meu coração só vai afrouxar quando eu voltar, quando eu puder sentir calor de novo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Para um fim

Mais um passo e estamos fora. Mais um passo e acabou. Passamos tanto tempo esperando esse dia. E agora faltam poucos centímetros. Mas agora, alguma coisa mudou. Pensando nisso, eu senti um pequeno nó na garganta. Nós não esperamos por simples férias, depois daqui, não tem mais nada. Chega de acordar para um primeiro dia de aula. A maior parte de nossas experiências foram vivenciadas dentro de salas de aula ou simplesmente dentro da escola. E cada um de nós tem algo para contar, cada um de nós tem memórias boas e lembranças que os façam rir só de passar pela mente. Aprendemos mais do que supostamente deveriamos. Nas conversas, segredos, bobagens cometidas juntos. Nós fomos um só. Cada ano que passou deixou uma marca em cada um de nós. E durante esses anos, diversas pessoas passaram, deixando marcas e partindo. Dava para sentir o gostinho e ter uma base do que é a vida. Lá dentro a gente foi feliz, e com certeza, rimos todos os dias, cada sala tem a sua vivencia para contar. Nós brigamos, lutamos para conseguir aquela nota azul suada de matemática, lemos e relemos diversas vezes os benditos dos seminários. Discutimos com professores. Corremos atrás de programas, peças de teatro. Até disputamos um pouco para ver qual sala se sairia melhor. Contamos segredos, experiências, até cantamos dentro da sala. Com certeza cada um tem sua importancia aqui.
E agora, ser ou não ser, eis a questão. Não somos mais os filhinhos, chegou a hora de virar gente grande. E gente grande não é ser uma das meninas super poderosas, não dá para ser a powerranger rosa ou o preto, e nem o Batman. E não podemos esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Chegou hora de irmos atrás daquilo que queremos. E quantos de nós ainda não temos dúvidas? Depois daqui, o que vai ser? Quem nós vamos ser? Quem iremos nos tornar? Seguiremos carregando bons momentos, lembranças de um colegial que nos trouxe muita coisa boa. Nada é eterno, nós não sabemos os nossos próximos dias, mas dentro de nós ficarão marcados todos os anos, todas as experiências, todas as risadas. Pouco importa se não nos veremos, ou não nos falaremos mais. As lembranças mesmo assim estarão lá.
Agora temos que nos erguer e seguir por um caminho inesperado. Aprender, conhecer, ensinar, viver. Nos separamos das asas, que nos protegiam, para criarmos as nossas próprias. Temos que dar os nossos próprios passos para um futuro. Sem depender de ninguém, a não ser de nós mesmos. Chegou a hora de sermos livres, levar a vida da maneira como queremos. Deixar brilhar aquilo que temos dentro de nós, iluminar a vida. É mundão, você nos aguarda. Estamos prontos e frescos para cair na vida, para novos momentos maravilhosos, para levantar após mais tombos. Mas, acima de tudo, prontos para nos deliciar na felicidade que é viver intensamente, desejando o mundo todo só para gente, festejando cada sorriso, cada abraço, fazendo de tudo uma nova aventura. E desejo que todos nós possamos seguir nossos caminhos buscando ampliar nossa alegria e contagiar os que ao nosso redor estão. Que possamos seguir com coragem, com força e fé naquilo que acreditamos. Que possamos ser jovens enlouquecidos devorando as maravilhas de um mundo cheio de perfeições e imperfeições. Que sejamos sem limites, mas que possamos olhar para trás e ver que tudo valeu a pena. Que possamos, enfim, realizar todos os nossos sonhos. A vida nos espera. E "Viver... é melhor que sonhar"

Já sinto saudades ♥

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tem que ser moça inteligente

Recentemente estive tentando escrever, mas só hoje alguma coisa brotou na minha cabeça. Eu preciso pensar nos meus próximos dias, já que a minha rotina está pelo fim. Eu precisava de alguma coisa para falar sobre o fim do meu colegial. Mas agora eu percebi que o que eu quero mesmo dizer é que estou desesperada. Não exatamente arrancando os meus cabelos, mas cheguei no lugar em que eu preciso mesmo, enfim, crescer. E não adianta ladainhas, existirá sempre em mim uma princesa, uma criança. Mas diante de minhas atitudes, é necessário. Não tem remédio para amenizar a dor, nem para avançar esse passo e crescer de uma vez só. Eu queria ser inteligente o bastante, e experiente o bastante para não sofrer em determinadas situações. É que o meu anjo disse que ser inteligente, é melhor. Ele disse que serei mais feliz se agir com leveza e sem pensar por impulso. E que burra eu fui esses dias fazendo tudo ao contrário. É anjo, fiz coisa errada. Mas quem sabe assim eu não aprendo? Eu queria ser mulher experiente, para ser serena e não esquentar com bobeira. E resolver os problemas com a cabeça e não com o tempo. Eu faço tudo rápido, e às vezes, sai tudo errado. E o anjo falou... falou que era para eu pensar antes de falar, antes de fazer. Eu quero ser moça inteligente e ser paciente para não perder a estribeiras. E ter um bom gingado, saber como fazer as coisas e deixar as dores de cabeça não me atacarem. É anjo, eu estou te ouvindo, pode falar. Me ensina para eu virar moça esperta, para eu não deixar ninguém me virar de ponta cabeça e manter minha dignidade. Vou anotando as lições para nunca esquecer que eu preciso ter paz e não deixar qualquer um tirar minha sanidade, minha tranquilidade. Pode deixar, anjo, tenho escutado. Minhas notas mentais não me deixam esquecer.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Além daquilo que se fala

Que patético é encher a boca para dizer que riqueza não é necessária, quando se está em busca de riqueza. Que patético é criticar o rico, quando deseja-se ser rico. Eu acho engraçado todos esses textos, todos esses cidadãos que têm a capacidade de escrever, de falar tanta bobagem e não saber nem do que está falando. Dizendo que a população é alienada, quando em sua casa você o encontra de frente com a televisão. Dizendo que somos escravos da tecnologia, andando com um smartphone no bolso e um notebook na bolsa. Contraditório. Patético. Quando se tem uma teoria, vive-se uma teoria. Pregando uma crença e vivendo outra ideia é ser, tão e completamente, o mesmo que o resto do mundo. Hoje em dia até os críticos são duvidosos, palavras não passam de palavras. Quando se tem um ideal, uma ideologia, não ficamos apenas nas palavras, nas criticas à sociedade, na "indignação", vive-se. Anda, come, veste, fala, faz, perante aquilo que tem fé. Não, nem todas as pessoas são vazias, estamos cercados de superficiais, de pessoas que buscam só e unicamente o bem material. Mas criticar tais não faz de você alguém diferente, alguém que busca algo à mais. Viver te faz melhor, mas não para os outros, não para a sociedade. Vive-se uma crença, a sua ideologia não vai mudar o que os outros pensam, ou como os outros agem. Vai te fazer alguém melhor para você mesmo. Para sua alma respirar e absorver aquilo que é bom, e não aquilo que nosso corpo material acha ser bom. A saúde não se trata da matéria, se trata da mente. Palavras são só palavras, uma ideologia vai muito além disso.


"Esquece que caixão não tem gaveta.
E que dessa passagem, a aprendizagem
é a única bagagem levada..."

domingo, 19 de setembro de 2010

Vai ser fácil assim?

Eu estou aqui. Eu continuo louca para te ter nos braços, louca para estar nos seus braços. Essas vontades já moram em mim há muito tempo, continuo desejando insistentemente que você esteja comigo durante um dia inteiro. Não quero deixar nada para traz, por conta disso não quero aceitar nenhuma mudança que te tire de mim. Com você, aqui, tudo fica mais fácil. E já usei todas as minhas palavras para te explicar e você continua no mesmo discurso. Já me deixei levar, desejei que nada viesse para não termos que ir. Enquanto você facilitou tudo, enquanto você me dizia que queria sair, eu estava tirando os telefones do gancho para não ter que me separar de você. Deixei o tempo passando e sem notar, ele passou tão mais rápido. Só porque eu não queria ninguém aqui, todo mundo resolveu aparecer. Minhas linhas já estão traçadas, aguardo pelo destino. Ele vem, cada passo que dou ele vem chegando. E eu, achando que estaria de braços abertos para o futuro, achei que seria forte o bastante, me esqueci que isso tudo não passa de um truquezinho barato. No escuro, sozinha, tudo é mais difícil. Então fica, eu vou dizer isso mais mil vezes. Eu já disse e não vou parar de repetir, fica. Quando chegar a hora, você vai. Mas não faça tudo mais rápido, não me deixe para trás antes da hora. Eu quero o seu colo, o seu cheiro na minha pele e o meu nariz no teu pescoço. Estava na cara que eu não queria que o destino te tirasse de mim, mas não me dá de bandeja assim não. Não facilita. Não deixa tudo que nós tentamos construir escapar por entre os seus dedos. Não deixa a sua memória apagar tudo que levei à você. Se for para desvencilhar, me avisa para que possa seguir sua onda. Por mais que eu tente, nada será deletado. Continua tudo aqui, tão guardado e tão querido. Eu não quis que o tempo passasse. Só para não ter que me separar de você.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Faz tempo

Parece então que o tempo começou a correr mais rápido. Parece que só quando eu quero que ele passe, ele não passa. E quando quero que ele pare, nunca para. No meio dessa rotina tem tempo no meu coração que eu dedico a você. Deitar na cama sozinha nunca é fácil, nem para aqueles que dizem gostar da liberdade de ser um solteiro. O dia acaba, e eu vou estar aqui e você lá. Quantas vezes terei de dizer que eu quero que você chegue em casa todos os dias para me beijar com lábios de alguém cansado? Já perdi a conta das vezes em que disse que gostaria de levantar pela manhã e tomar café ao lado dos seus olhos inchados. Acordar no meio da noite tornaria-se um momento bom, você sabe como me deixa intrigada. Há tempos me tornei uma ingênua apaixonada. O amor me pegou e me deixou de cabelos em pé. Já deixei para trás o meu orgulho e tive de dar minha cara a tapa. Mas se você não vem, eu fico feito barata tonta esperando o celular tocar. E se você não me der um beijo antes de dormir, eu vou ter de te acordar no meio da noite só para me dar mais um beijo. E se você não estiver do meu lado... bom, algumas coisas não farão muito sentido. Eu estava precisando mesmo de alguém para conversar, para me escutar e para eu ouvir. Senti saudade de velhos amigos, ah como senti... Mas sinto aqui meus pequenos desejos, tão simples, que nem custam muito fazê-los reais. Já chamei você para vir ficar comigo, já quis esquecer o mundo do seu lado, já não precisei de muito quando você estava com os braços em volta de mim. É que assim as coisas parecem ter mais cor, ter mais vida. E essas atitudes simples fazem meu sorriso mais alegre. Foi você, que me fez ter mais coragem! E agora, eu já não sei como tirar isso de mim...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fica no peito

Eu acabei voltando, aquele antigo jeito de lidar com as minhas coisas. Eu prefiro assim, eu acho. Eu quero mesmo crescer, e não posso evitar nada. As coisas acontecem como têm que acontecer, nada que eu diga ou faça vai mudar. Amor, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Disse por aí coisas que nem sempre quis dizer. Sinto aqui algumas coisas que já não recordava. Vai, vai sim, pode ir. Eu também vou, hora ou outra, também irei para algum lugar longe. Alguns voltam, outros não. Não digo com tristeza, é a vida. As pessoas precisam partir, talvez outras cheguem. Só não posso deixar a solidão vir me encontrar. Você e eu, nós não temos tempo para tristezas. Nós não fomos feitos para isso. Eu tenho milhares de coisas para conhecer. Tenho muito pôr-do-sol na sacada para observar. Eu quero tanto amar cada pedaço gostoso e cada risada. Cada vez que minha barriga dói de tanto rir, amor, é tão bom sentir isso. Não pude deixar minha alegria na mão de ninguém, preciso me lembrar disso constantemente. O meu dever é a construção da minha felicidade. Vou trabalhar nisso, é assim que eu quero. Você me ensinou, eu não posso deixar o tempo me ultrapassar, deixar os dias vazios me passarem para trás. Não importa quantos irão, não importa quantos virão. É desse jeito que tenho que viver, é dessas coisas que eu tenho que rir, e quero sentir saudade das minhas risadas da semana passada, e amanhã, sentir saudade de tudo que ri hoje. Quero olhar para trás e sentir que tudo isso valeu a pena, mesmo. Sem arrependimentos, só lembranças de tempos bons. Vai, vai sim. Fica bem, eu também vou ficar. Talvez eu vá um dia, para algum lugar bem longe, eu quero mesmo conhecer tantos lugares. Eu vou lembrar sim querido, tudo isso foi tão bom. A vida é assim, não vamos nos lamentar. Algumas coisas começam, outras terminam. Não vou guardar nada que for ruim, vamos. Fica tranquila, a vida vai nos trazer muitos sorrisos ainda!

"Mas não tem nada não
Só guardo o que foi bom
No meu coração
O amor é como o sol
Sabe como renascer..."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cabeça Dura

Enfim se acumulam em mim algumas dorezinhas que deixo passar durante os meus dias. E eis que elas gostam de ressurgir todas juntas e bem misturadas, tornando tudo mais difícil. Algumas coisas precisam simplesmente cair em cima de você, e naturalmente se forem muitas, te esmagarão. Acredito que seja mais fácil culpar uma única pessoa, sabendo que a mesma não lhe trará tantos problemas, do que ao menos tentar resolver determinados problemas com diversos seres humanos. Viver em conjunto não é assim tão fácil. Muito menos quando dizem que você tem de agir de determinada maneira.

Então, se eu sou dona de um animal ou qualquer outra coisa, este deve agir, pensar e entre outros, da maneira como eu quero. Ou não? É estupidez achar que só porque você se diz dona este alguém ou coisa tenha que seguir sua risca de raciocínio. Desenvolvemos ao longo do tempo diversas maneiras de lidar com a vida e seus atributos, cada um então desenvolve sua maneira. Tornando assim as pessoas diferentes umas das outras. E é por isso que viver em conjunto é tão difícil. Porque é incrivelmente doloroso aceitar que outra pessoa haja de maneira que não o agrada. E sim, isso acontecerá muitas vezes. Assim como ao nos depararmos com problemas temos maneiras opostas ou similares de trata-lo.

Mas, se ao trata-lo complicamos ainda mais o tal do problema, então eu deveria mudar ou continuar até o bendito se esvair? Problemas não se vão assim, eles continuam lá por mais que calados. E naturalmente, alguns defeitos para algumas pessoas não são suportáveis. E já que é necessária então a vida em sociedade, também é necessária a igualdade e o respeito entre eles. Pelo menos eu acredito que respeito seja, no mínimo, a base da vida. E realmente não dá para fazer alguma coisa e impedir que os outros o façam também. De qualquer maneira, algumas pessoas mesmo que tendo alguém para aconselha-las a melhorar seu convívio com parceiros preferem ser individualistas e olharem para os seus próprios umbigos. Mesmo que em alguns casos esta maneira se contradiga.

Ao me deparar com a dificuldade de algumas pessoas aceitarem o jeito de outras, eu me pergunto se quero ser alguém que acredita no convívio entre grupo, vivendo da minha maneira mas respeitando o próximo, ou ser alguém ignorante que acredita que o meu jeito tem que ser (obrigatoriamente) o jeito dos que me cercam.