segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Faz tempo
Parece então que o tempo começou a correr mais rápido. Parece que só quando eu quero que ele passe, ele não passa. E quando quero que ele pare, nunca para. No meio dessa rotina tem tempo no meu coração que eu dedico a você. Deitar na cama sozinha nunca é fácil, nem para aqueles que dizem gostar da liberdade de ser um solteiro. O dia acaba, e eu vou estar aqui e você lá. Quantas vezes terei de dizer que eu quero que você chegue em casa todos os dias para me beijar com lábios de alguém cansado? Já perdi a conta das vezes em que disse que gostaria de levantar pela manhã e tomar café ao lado dos seus olhos inchados. Acordar no meio da noite tornaria-se um momento bom, você sabe como me deixa intrigada. Há tempos me tornei uma ingênua apaixonada. O amor me pegou e me deixou de cabelos em pé. Já deixei para trás o meu orgulho e tive de dar minha cara a tapa. Mas se você não vem, eu fico feito barata tonta esperando o celular tocar. E se você não me der um beijo antes de dormir, eu vou ter de te acordar no meio da noite só para me dar mais um beijo. E se você não estiver do meu lado... bom, algumas coisas não farão muito sentido. Eu estava precisando mesmo de alguém para conversar, para me escutar e para eu ouvir. Senti saudade de velhos amigos, ah como senti... Mas sinto aqui meus pequenos desejos, tão simples, que nem custam muito fazê-los reais. Já chamei você para vir ficar comigo, já quis esquecer o mundo do seu lado, já não precisei de muito quando você estava com os braços em volta de mim. É que assim as coisas parecem ter mais cor, ter mais vida. E essas atitudes simples fazem meu sorriso mais alegre. Foi você, que me fez ter mais coragem! E agora, eu já não sei como tirar isso de mim...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Fica no peito
Eu acabei voltando, aquele antigo jeito de lidar com as minhas coisas. Eu prefiro assim, eu acho. Eu quero mesmo crescer, e não posso evitar nada. As coisas acontecem como têm que acontecer, nada que eu diga ou faça vai mudar. Amor, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Disse por aí coisas que nem sempre quis dizer. Sinto aqui algumas coisas que já não recordava. Vai, vai sim, pode ir. Eu também vou, hora ou outra, também irei para algum lugar longe. Alguns voltam, outros não. Não digo com tristeza, é a vida. As pessoas precisam partir, talvez outras cheguem. Só não posso deixar a solidão vir me encontrar. Você e eu, nós não temos tempo para tristezas. Nós não fomos feitos para isso. Eu tenho milhares de coisas para conhecer. Tenho muito pôr-do-sol na sacada para observar. Eu quero tanto amar cada pedaço gostoso e cada risada. Cada vez que minha barriga dói de tanto rir, amor, é tão bom sentir isso. Não pude deixar minha alegria na mão de ninguém, preciso me lembrar disso constantemente. O meu dever é a construção da minha felicidade. Vou trabalhar nisso, é assim que eu quero. Você me ensinou, eu não posso deixar o tempo me ultrapassar, deixar os dias vazios me passarem para trás. Não importa quantos irão, não importa quantos virão. É desse jeito que tenho que viver, é dessas coisas que eu tenho que rir, e quero sentir saudade das minhas risadas da semana passada, e amanhã, sentir saudade de tudo que ri hoje. Quero olhar para trás e sentir que tudo isso valeu a pena, mesmo. Sem arrependimentos, só lembranças de tempos bons. Vai, vai sim. Fica bem, eu também vou ficar. Talvez eu vá um dia, para algum lugar bem longe, eu quero mesmo conhecer tantos lugares. Eu vou lembrar sim querido, tudo isso foi tão bom. A vida é assim, não vamos nos lamentar. Algumas coisas começam, outras terminam. Não vou guardar nada que for ruim, vamos. Fica tranquila, a vida vai nos trazer muitos sorrisos ainda!
"Mas não tem nada não
Só guardo o que foi bom
No meu coração
O amor é como o sol
Sabe como renascer..."
"Mas não tem nada não
Só guardo o que foi bom
No meu coração
O amor é como o sol
Sabe como renascer..."
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Cabeça Dura
Enfim se acumulam em mim algumas dorezinhas que deixo passar durante os meus dias. E eis que elas gostam de ressurgir todas juntas e bem misturadas, tornando tudo mais difícil. Algumas coisas precisam simplesmente cair em cima de você, e naturalmente se forem muitas, te esmagarão. Acredito que seja mais fácil culpar uma única pessoa, sabendo que a mesma não lhe trará tantos problemas, do que ao menos tentar resolver determinados problemas com diversos seres humanos. Viver em conjunto não é assim tão fácil. Muito menos quando dizem que você tem de agir de determinada maneira.
Então, se eu sou dona de um animal ou qualquer outra coisa, este deve agir, pensar e entre outros, da maneira como eu quero. Ou não? É estupidez achar que só porque você se diz dona este alguém ou coisa tenha que seguir sua risca de raciocínio. Desenvolvemos ao longo do tempo diversas maneiras de lidar com a vida e seus atributos, cada um então desenvolve sua maneira. Tornando assim as pessoas diferentes umas das outras. E é por isso que viver em conjunto é tão difícil. Porque é incrivelmente doloroso aceitar que outra pessoa haja de maneira que não o agrada. E sim, isso acontecerá muitas vezes. Assim como ao nos depararmos com problemas temos maneiras opostas ou similares de trata-lo.
Mas, se ao trata-lo complicamos ainda mais o tal do problema, então eu deveria mudar ou continuar até o bendito se esvair? Problemas não se vão assim, eles continuam lá por mais que calados. E naturalmente, alguns defeitos para algumas pessoas não são suportáveis. E já que é necessária então a vida em sociedade, também é necessária a igualdade e o respeito entre eles. Pelo menos eu acredito que respeito seja, no mínimo, a base da vida. E realmente não dá para fazer alguma coisa e impedir que os outros o façam também. De qualquer maneira, algumas pessoas mesmo que tendo alguém para aconselha-las a melhorar seu convívio com parceiros preferem ser individualistas e olharem para os seus próprios umbigos. Mesmo que em alguns casos esta maneira se contradiga.
Ao me deparar com a dificuldade de algumas pessoas aceitarem o jeito de outras, eu me pergunto se quero ser alguém que acredita no convívio entre grupo, vivendo da minha maneira mas respeitando o próximo, ou ser alguém ignorante que acredita que o meu jeito tem que ser (obrigatoriamente) o jeito dos que me cercam.
Então, se eu sou dona de um animal ou qualquer outra coisa, este deve agir, pensar e entre outros, da maneira como eu quero. Ou não? É estupidez achar que só porque você se diz dona este alguém ou coisa tenha que seguir sua risca de raciocínio. Desenvolvemos ao longo do tempo diversas maneiras de lidar com a vida e seus atributos, cada um então desenvolve sua maneira. Tornando assim as pessoas diferentes umas das outras. E é por isso que viver em conjunto é tão difícil. Porque é incrivelmente doloroso aceitar que outra pessoa haja de maneira que não o agrada. E sim, isso acontecerá muitas vezes. Assim como ao nos depararmos com problemas temos maneiras opostas ou similares de trata-lo.
Mas, se ao trata-lo complicamos ainda mais o tal do problema, então eu deveria mudar ou continuar até o bendito se esvair? Problemas não se vão assim, eles continuam lá por mais que calados. E naturalmente, alguns defeitos para algumas pessoas não são suportáveis. E já que é necessária então a vida em sociedade, também é necessária a igualdade e o respeito entre eles. Pelo menos eu acredito que respeito seja, no mínimo, a base da vida. E realmente não dá para fazer alguma coisa e impedir que os outros o façam também. De qualquer maneira, algumas pessoas mesmo que tendo alguém para aconselha-las a melhorar seu convívio com parceiros preferem ser individualistas e olharem para os seus próprios umbigos. Mesmo que em alguns casos esta maneira se contradiga.
Ao me deparar com a dificuldade de algumas pessoas aceitarem o jeito de outras, eu me pergunto se quero ser alguém que acredita no convívio entre grupo, vivendo da minha maneira mas respeitando o próximo, ou ser alguém ignorante que acredita que o meu jeito tem que ser (obrigatoriamente) o jeito dos que me cercam.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Não desbota, não
Então eu acordei novamente em uma segunda-feira, bem cedo. E não lembro como consegui e tive forças para me levantar da cama quente. Eu só me lembro de me despir e me jogar dentro do chuveiro. Eu ficaria ali por mais tempo se pudesse, mas novamente fito o relógio. Tudo começou de novo e eu fiquei assim, sem vontade de correr para os braços de uns amigos, alguns colegas. É que essas manhãs gélidas e essas pessoas na rua são sempre as mesmas. É que os comentários, as fofocas, são sempre as mesmas. E eu fico perguntando para mim mesma quando nós nos tornamos tão sem graça e tão sem ânimo para essa vidinha sempre-a-mesma-coisa. Para falar a verdade, nada que você vá dizer, querido, vai me deixar com vontade de escrever-te novamente. É que estou cansada também dessas mesmas palavras. Essas juras, e esses carinhos nós já conhecemos. Nós já nos conhecemos muito bem e eu só estou um pouco enjoada. Enjoada das minhas lamentações podres e esse esperar que algo aconteça. Eu só estou deixando a vida acontecer, mas tudo tem sido um pouco sem graça, um pouco sem ânimo. Tem alguma coisa em mim que está pedindo um pouco mais de graça, um pouco mais de cor nessa vida que anda descolorindo. Eu preciso retocar todas elas. Eu quero conversar com alguém que só queira me fazer rir sem esforços e seja assim, sem compromisso, sem pressão. Eu quero tudo mais leve, mais tranquilo. E tudo parece tão na mesma e tão sem graça. É que eu estou tão afim de alguém que queira realmente conversar e esteja realmente interessado em ser feliz, porque essas pessoas de sempre são muito desanimadas para mim, que quero mais cor na minha vida.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Um dia a gente vem
Eu queria escrever. Já não sei se tenho mesmo algum motivo para isso, não tenho nenhuma história - apesar de, normalmente, observar algumas pessoas e imaginar uma história que conte sobre eles. E sinto que sem as minhas palavras eu não tenho nada que é realmente meu. Eu também já não tenho muita vontade de ler algumas coisas. Alguns dos escritores que me interessavam tornaram-se desinteressantes. O cotidiano os levou para aquilo que todos nós falamos e todos nós já passamos. Está tudo tão normal, tão igual. Tão a mesma coisa. E eu queria confessar que, eu sinto falta das minhas páginas, dos meus textos amadores. Eu sinto falta de algumas pessoas que por culpa do destino estão um pouco ausentes. Eu queria que o mundo não levasse eles embora. Mas algumas coisas têm mesmo que ir. Um dia, quem sabe, eles podem voltar. A gente pode se encontrar assim, andando na rua ou tomando um café. A gente pode se encontrar num barzinho, atoa. E vai ser bom dar outro abraço e lembrar como alguns amigos serão sempre amigos. E que o sorriso nunca vai mudar.
Tem dia que eu sei. Sei que nosso tempo não é agora. Que não sei de você hoje, mas mais para frente você vai querer me contar como você está. As nossas mudanças não vão parar, e isso vai continuar. Nós vamos continuar mudando. E sinto tanto por deixar alguns para trás. Ou por me deixarem para trás. Verdade que já não me lembro como me organizar, ando assim, tão perdida. Preferia não ter de pensar tanto no futuro. Gostaria de poder, novamente, desejar que chegassem os dias de paz, longe de casa. Ter tempo de dormir o dia inteiro e não pensar, depois, que se eu não me mexer agora, não poderei parar. Nós estamos com tanto medo que não conseguimos mais diferencia-los. E não sabemos mais sobre o que se trata cada um deles. Eu não vou dormir no escuro e tenho medo de perder o sono durante a noite. E se pensar em você não vai resolver o meu problema, então eu não quero pensar em mais nada. E encarar o próximo dia tem sido aterrorizante. É que a gente está assim, perdido. E já não sabemos aonde pisar, só porque não sabemos se é mesmo certo pisar. O menino pobre sabe que de manhã, ele tem que acordar e vai trabalhar e é assim que ele vai construir tudo para ele, e vai buscar a felicidade, não vai? E eu, eu não sei... eu não sei... não sei por onde eu estou andando.
Tem dia que eu sei. Sei que nosso tempo não é agora. Que não sei de você hoje, mas mais para frente você vai querer me contar como você está. As nossas mudanças não vão parar, e isso vai continuar. Nós vamos continuar mudando. E sinto tanto por deixar alguns para trás. Ou por me deixarem para trás. Verdade que já não me lembro como me organizar, ando assim, tão perdida. Preferia não ter de pensar tanto no futuro. Gostaria de poder, novamente, desejar que chegassem os dias de paz, longe de casa. Ter tempo de dormir o dia inteiro e não pensar, depois, que se eu não me mexer agora, não poderei parar. Nós estamos com tanto medo que não conseguimos mais diferencia-los. E não sabemos mais sobre o que se trata cada um deles. Eu não vou dormir no escuro e tenho medo de perder o sono durante a noite. E se pensar em você não vai resolver o meu problema, então eu não quero pensar em mais nada. E encarar o próximo dia tem sido aterrorizante. É que a gente está assim, perdido. E já não sabemos aonde pisar, só porque não sabemos se é mesmo certo pisar. O menino pobre sabe que de manhã, ele tem que acordar e vai trabalhar e é assim que ele vai construir tudo para ele, e vai buscar a felicidade, não vai? E eu, eu não sei... eu não sei... não sei por onde eu estou andando.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Locked
Eu quero surtar, vez ou outra. Gritar, chutar, bater. O que vier pela frente. Me encho de indignação, e não de raiva. Antigamente, nas minhas linhas mal traçadas eu me dizia presa. Era quase uma descrição: trancada para o mundo. Talvez seja por isso que eu tenha criado, ou tentado, diversas vezes viver em um mundo meu. Mas não deu certo. Eu pisava um pouquinho lá fora, me encantava e queria tudo para mim. Eu queria o mundo inteiro. Eu queria devora-lo, e não deixar-se ser devorada. Eu queria mais. Na verdade, eu continuo querendo. Porquê, nada realmente mudou. Continuo assim, tão frágil e tão presa? Presa? Ainda? Como assim? É, tipo isso aí. Nós vamos sempre querer mais saborear o doce da liberdade. Querer se jogar em cima do que vier, como vier, não importa o que aconteça. Eu quis viver. É disso que estou falando, da vida. Da minha vida. Eu tenho ainda muito chão pela frente e quero isso logo. Eu quero o mais rápido possível. Faço mesmo tudo na pressa. Mas isso é diferente. Ninguém pode me privar daquilo que eu tenho que viver, pode? Uma criança tem que tentar, para dar seus primeiros passos. E sabemos que ela cairá. Mas nem por isso nós evitamos que ela tente. Haverão tombos, eu sei, mas eu terei de passar por todos eles se eu quiser aprender, se eu quiser levantar sozinha, se eu quiser dar os meus próprios passos. Ficar aqui já não me cabe mais. Estou esperando há tanto tempo o momento em que eu poderei olhar sozinha o mundo. E ser eu, e não mais os outros. Eu queria tantas portas abertas, e elas continuam trancadas. E eu queria mais janelas mas não há nada também. Não existe luz. E eu quero conhecer lá fora. Só, ainda não sei como dar o primeiro passo.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Divagações
Em minhas divagações ando meio confusa, meio complicada. Às vezes, peço que me mandem um sinal. Eu queria saber se estou andando nos trilhos certos. Eu só saberei sobre isso no futuro. E nas minhas divagações eu tenho tanto medo do futuro, e do que eu posso me tornar. Eu sei, eu sei, tudo depende de mim. Ter todo esse peso aqui em cima me atormenta. Eu não quero ser um fracasso. Eu quero que tenham orgulho de mim, e, acima de tudo, eu quero me orgulhar. Eu quero saber que, tudo que faço me fará feliz. E de vez em quando eu sou apenas uma criança. Ou eu gostaria de ser. Nós estamos com tanto medo que preferimos não fazer nada. E eu preciso disso, preciso crescer também. Durante alguns minutos eu gosto do silêncio. Ele me faz colocar boa parte das palavras em ordem na minha cabeça. Em outros tempos, ele não me agrada. Pois, assim, em meio ao nada, vêem à mim tantas divagações. Eu fujo delas e elas me encontram. Eu me recuso a pensar em algumas coisas. Uma hora elas tem que vir à mim, e eu serei obrigada a resolver tudo. Às vezes sou uma adulta. Acabo ficando nesse meio termo, fico entre o muro. Eu quero, e não quero, ao mesmo tempo. Acabo assim, meio confusa. Evitando alguns pensamentos. Querendo, sempre, só o sossego. Porque, então, não serei, obrigatoriamente forçada a pensar em certos momentos. Crescer é coisa seria. E para ter orgulho de mim mesma, eu serei obrigada a crescer, e fazer tudo direito. Não? Então, eu queria só um sinalzinho. Para saber se eu estou na direção certa, se preciso tomar mais juízo. As minhas evitadas-divagações vão aparecendo de tempo em tempo, em algum momento terei de encara-las... Terei de encarar o mundo inteiro. E viver, só viver. Sem caminho certo ou errado: só a vida.
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